"Quando você tem um problema dos grandes, as pessoas esperam te encontrar com a pele sem viço, com olheiras enormes, com dez quilos a menos e um monte de tristeza gotejando pelo canto dos olhos. Sorrir vira pecado. Cantar, então, se torna quase uma heresia. Parece que esperam que você cultive a dor e faça dela o seu jardim incolor, até que tudo se resolva - até que o problema não exista mais. Acontece que eu não vou fazer dos lamentos a minha música. Não vou deixar de gargalhar, de amar, de dançar, de aproveitar os mínimos momentos e ser feliz apesar de, ainda que. O meu problema não vai se tornar fracasso, porque eu não fui capaz de recomeçar, porque eu não fui capaz de zombar da cara dele e seguir. O meu mundo não vai amanhecer cinza todos os dias e eu não vou me tornar um poço de rabugice e agressividade - não esperem por isso. Todos os dias eu dou bom dia ao dia e vou, pra que, quando tudo melhore, eu seja capaz de agradecer a mim mesma por ter conseguido mais uma vez e tenha alegrias estocadas pra superar os muitos mais que infinitamente virão - até que a morte nos separe, amém."
Sylvia Araujo - Poeta e parceira musical.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Amém, Sylvia Araujo.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Nossa Senhora Desatadora de Nós
Nossa Senhora Desatadora de Nós (Janaína Mesquita / Roberta Nistra) 18/12/11
Desata o meu nó
Me aponta o caminho mais certeiro
Que eu conheça sem a dor do derradeiro
Um abraço para me cobrir de mim
Bemol o meu dó
Lá do peito que ele venha forte e cheio
Transformando em si o tom que foi primeiro
Sustenido na alvorada de clarim
Desata o meu nó
Clareia meu dó
Devolve meus passos, meu caminho
Para eu ver novamente
Meu sol resplandecer
Violeiro (Música de 1996)
Água no feijão
Ok, faz é tempo que não dou as caras por aqui. Estava sem tesão mesmo.
Tenho me empenhado tanto em minha vida profissional que acabei esquecendo que existe vida lá fora.
A música se tornou uma visita estranha, ago que começou a incomodar como ferida no calcanhar.
Resolvi fazer algo.
Fui a minha Mãe de Santo, curti a minha casa, voltei a ler e tirei o violão da capa.
Nesse movimento de encontro a mim volto também ao "Meu Tambor".
No próximo post uma velha música amiga e no seguinte a letra de minha mais nova música amiga.
Que Deus me ajude.
Coloquem água no feijão que estou voltando...
Axé
Tenho me empenhado tanto em minha vida profissional que acabei esquecendo que existe vida lá fora.
A música se tornou uma visita estranha, ago que começou a incomodar como ferida no calcanhar.
Resolvi fazer algo.
Fui a minha Mãe de Santo, curti a minha casa, voltei a ler e tirei o violão da capa.
Nesse movimento de encontro a mim volto também ao "Meu Tambor".
No próximo post uma velha música amiga e no seguinte a letra de minha mais nova música amiga.
Que Deus me ajude.
Coloquem água no feijão que estou voltando...
Axé
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais
A CBDV administra as modalidades paraolímpicas para cegos: futebol de 5, judô e goalball.
1ª Etapa do Grand Prix Infraero de Judô
http://www.cbdv.org.br/
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