sexta-feira, 30 de março de 2012

A manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar

Hildegard Angel 30/03/12

"Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas." (Hilde Angel)
Que coisa mais linda, me emocionei.
Eu estava lá.

A manifestação dos caras-pintadas diante do Clube Militar

Foi um acaso. Eu passava hoje pela Rio Branco, prestes a pegar o Aterro, quando ouvi gritos e vi uma aglomeração do lado esquerdo da avenida. Pedi ao motorista para diminuir a marcha e percebi que eram os jovens estudantes caras-pintadas manifestando-se diante do Clube Militar, onde acontecia a anunciada reunião dos militares de pijama celebrando o "31 de Março" e contra a Comissão da Verdade.

Só vi jovens, meninos e meninas, empunhando cartazes em preto e branco, alguns deles com fotos de meu irmão e de minha cunhada. Pedi ao motorista para parar o carro e desci. Eu vinha de um almoço no Clube de Engenharia. Para isso, fui pela manhã ao cabeleireiro, arrumei-me, coloquei joias, um vestido elegante, uma bolsa combinando com o rosa da estampa, sapatos prateados. Estava o que se espera de uma colunista social.

A situação era tensa. As crianças, emboladas, berrando palavras de ordem e bordões contra a ditadura e a favor da Comissão da Verdade. Frases como "Cadeia Já, Cadeia Já, a quem torturou na ditadura militar". Faces jovens, muito jovens, imberbes até. Nomes de desaparecidos pintados em alguns rostos e até nas roupas. E eles num entusiasmo, num ímpeto, num sentimento. Como aquilo me tocou! Manifestantes mais velhos com eles, eram poucos. Umas senhoras de bermudas, corajosas militantes. Alguns senhores de manga de camisa. Mas a grande maioria, a entusiasmada maioria, a massa humana, era a garotada. Que belo!

Eram nossos jovens patriotas clamando pela abertura dos arquivos militares, exigindo com seu jeito sem modos, sem luvas de pelica nem punhos de renda e sem vosmecê, que o Brasil tenha a dignidade de dar às famílias dos torturados e mortos ao menos a satisfação de saberem como, de que forma, onde e por quem foram trucidados, torturados e mortos seus entes amados. Pelo menos isso. Não é pedir muito, será que é?

Quando vemos, hoje, crianças brasileiras que somem, se evaporam e jamais são recuperadas, crianças que inspiram folhetins e novelas, como a que esta semana entrou no ar, vendidas num lixão e escravizadas, nós sabemos que elas jamais serão encontradas, pois nunca serão procuradas. Pois o jogo é esse. É esta a nossa tradição. Semente plantada lá atrás, desde 1964 - e ainda há quem queira comemorar a data! A semente da impunidade, do esquecimento, do pouco caso com a vida humana neste país.

E nossos quixotinhos destemidos e desaforados ali diante do prédio do Clube Militar. "Assassino!", "assassino!", "torturador!", gritava o garotinho louro de cabelos longos anelados e óculos de aro redondo, a quem eu dava uns 16 anos, seguido pela menina de cabelos castanhos e diadema, e mais outra e mais outro, num coro que logo virava um estrondo de vozes, um trovão. Era mais um militar de cabeça branca e terno ajustado na silhueta, magra sempre, que tentava abrir passagem naquele corredor humano enfurecido e era recebido com gritos e desacatos. Uma recepção com raiva, rancor, fúria, ressentimento. Até cuspe eu vi, no ombro de um terno príncipe de Gales.

Magros, ainda bem, esses velhos militares, pois cabiam todos no abraço daqueles PMs reforçados e vestidos com colete à prova de balas, que lhes cingiam as pernas com os braços, forçando a passagem. E assim eles conseguiram entrar, hoje, um por um, para a reunião em seu Clube Militar: carregados no colo dos PMs.

Os cartazes com os rostos eram sacudidos. À menção de cada nome de desaparecido ao alto-falante, a multidão berrava: "Presente!". Havia tinta vermelha cobrindo todo o piso de pedras portuguesas diante da portaria do edifício. O sangue dos mortos ali lembrados. Tremulavam bandeiras de partidos políticos e de não sei o quê mais, porém isso não me importava. Eu estava muito emocionada. Fiquei à parte da multidão. Recuada, num degrau de uma loja de câmbio ao lado da portaria do prédio. A polícia e os seguranças do Clube evacuaram o local, retiraram todo mundo. Fotógrafos e cinegrafistas foram mandados para a entrada do "corredor", manifestantes para o lado de lá do cordão de isolamento. E ninguém me via. Parecia que eu era invisível. Fiquei ali, absolutamente sozinha, testemunhando tudo aquilo, bem uns 20 minutos, com eles passando pra lá e pra cá, carregando os generais, empurrando a aglomeração, sem perceberem a minha presença. Mistério.

Até que fui denunciada pelas lágrimas. Uma senhora me reconheceu, jogou um beijo. E mais outra. Pessoas sorriram para mim com simpatia. Percebi que eu representava ali as famílias daqueles mortos e estava sendo reverenciada por causa deles. Emocionei-me ainda mais. Então e enfim os PMs me viram. Eu, que estava todo o tempo praticamente colada neles! Um me perguntou se não era melhor eu sair dali, pois era perigoso. Insisti em ficar, mesmo com perigo e tudo. E ele, gentil, quando viu que não conseguiria me demover: "A senhora quer um copo d'água?". Na mesma hora o copo d'água veio. O segurança do Clube ofereceu: "A senhora não prefere ficar na portaria, lá dentro? ". "Ah, não, meu senhor. Lá dentro não. Prefiro a calçada". E nela fiquei, sobre o degrau recuado, ora assistente, ora manifestante fazendo coro, cumprindo meu papel de testemunha, de participante e de Angel. Vendo nossos quixotinhos empunharem, como lanças, apenas a sua voz, contra as pás lancinantes dos moinhos do passado, que cortaram as carnes de uma geração de idealistas.

A manifestação havia sido anunciada. Porém, eu estava nela por acaso. Um feliz e divino acaso. E aonde estavam naquela hora os remanescentes daquela luta de antigamente? Aqueles que sobreviveram àquelas fotos ampliadas em PB? Em seus gabinetes? Em seus aviões? Em suas comissões e congressos e redações? Será esta a lição que nos impõe a História: delegar sempre a realização dos "sonhos impossíveis" ao destemor idealista dos mais jovens?


A jornalista Hildegard Angel chora enquanto policial pede para ela se afastar da manifestação contra a "festa" dos militares pelo golpe. Na ditadura, morreram sob tortura seu irmão Stuart Angel, sua cunhada Sonia, e sua mãe Zuzu Angel, morta "acidentalmente" por militares na saída do túnel que hoje tem seu nome, no Rio.

Nota pessoal - Janaína Mesquita El-Bainy: Eu corri para o banheiro do Amarelinho e chorei...só consegui fazer isso. Me sinto envergonhada agora mas foi a minha única reação. Continuo aos prantos, por mim, pelos meus, pelos nossos sempre PRESENTES!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Portela Axé!

Um grande salve aos compositores do Samba Enredo da Portela 2012.
Toninho Nascimento, Naldo, Luiz Carlos Máximo e Wanderley Monteiro.
O grito de campeã esse ano virá, com certeza.

Eis o Samba.

- E o Povo na rua Cantando é Feito uma Reza, um Ritual

Meu rei
Senhor do Bonfim alumia
Os caminhos da Portela
Que eu guardo no meu patuá
Eu vim na proteção dos meus guias
Com Clara guerreira à Bahia
Cheguei, eu cheguei pra festejar
Deixa lavar, nos altares e terreiros
Tem jarro com água de cheiro
Vou jogar flores no mar

No mar...
Procissão dos navegantes
Eu também sou almirante
De nossa senhora Iemanjá

Vou no gongá
Bater tambor
Rezo no altar
Levo o andor
Vem chegando os batuqueiros
Desce a ladeira meu amor
Que a patuscada começou
Eu vim pra rua
Onde o samba de roda chegou

Iaiá
De saia rendada em cetim
Bota o tempero na festa
Oi, tem abará e quindim

Portela cheia de encantos
Acolhe a Bahia em seu canto
Com festas, rezas, rituais
Vestido de azul e branco
Eu venho estender o nosso manto
Aos meus santos do samba que são Orixás

Madureira sobe o Pelô... Tem capoeira
Na batida do tambor... Samba Ioiô
Rola o toque de Olodum... Lá na Ribeira
A Bahia me chamou


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012

Portela (na alma) e Estácio de Sá ( meu lugar) que façam lindo na passarela do samba. Axé!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Amém, Sylvia Araujo.

"Quando você tem um problema dos grandes, as pessoas esperam te encontrar com a pele sem viço, com olheiras enormes, com dez quilos a menos e um monte de tristeza gotejando pelo canto dos olhos. Sorrir vira pecado. Cantar, então, se torna quase uma heresia. Parece que esperam que você cultive a dor e faça dela o seu jardim incolor, até que tudo se resolva - até que o problema não exista mais. Acontece que eu não vou fazer dos lamentos a minha música. Não vou deixar de gargalhar, de amar, de dançar, de aproveitar os mínimos momentos e ser feliz apesar de, ainda que. O meu problema não vai se tornar fracasso, porque eu não fui capaz de recomeçar, porque eu não fui capaz de zombar da cara dele e seguir. O meu mundo não vai amanhecer cinza todos os dias e eu não vou me tornar um poço de rabugice e agressividade - não esperem por isso. Todos os dias eu dou bom dia ao dia e vou, pra que, quando tudo melhore, eu seja capaz de agradecer a mim mesma por ter conseguido mais uma vez e tenha alegrias estocadas pra superar os muitos mais que infinitamente virão - até que a morte nos separe, amém."

Sylvia Araujo - Poeta e parceira musical.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nossa Senhora Desatadora de Nós

Nossa Senhora Desatadora de Nós (Janaína Mesquita / Roberta Nistra) 18/12/11

Desata o meu nó
Me aponta o caminho mais certeiro
Que eu conheça sem a dor do derradeiro
Um abraço para me cobrir de mim

Bemol o meu dó
Lá do peito que ele venha forte e cheio
Transformando em si o tom que foi primeiro
Sustenido na alvorada de clarim

Desata o meu nó
Clareia meu dó
Devolve meus passos, meu caminho
Para eu ver novamente
Meu sol resplandecer

Violeiro (Música de 1996)

Água no feijão

Ok, faz é tempo que não dou as caras por aqui. Estava sem tesão mesmo.
Tenho me empenhado tanto em minha vida profissional que acabei esquecendo que existe vida lá fora.
A música se tornou uma visita estranha, ago que começou a incomodar como ferida no calcanhar.
Resolvi fazer algo.
Fui a minha Mãe de Santo, curti a minha casa, voltei a ler e tirei o violão da capa.
Nesse movimento de encontro a mim volto também ao "Meu Tambor".
No próximo post uma velha música amiga e no seguinte a letra de minha mais nova música amiga.
Que Deus me ajude.
Coloquem água no feijão que estou voltando...
Axé

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais


A CBDV administra as modalidades paraolímpicas para cegos: futebol de 5, judô e goalball.

1ª Etapa do Grand Prix Infraero de Judô


http://www.cbdv.org.br/

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Serenidade!

Essa oração virou um mantra em minha vida desde os meus 19 anos.
No começo tinha um só objetivo mas percebi que serve pra tudo.
Compartilho aqui com vocês.

Oração da Serenidade


Deus, conceda-me Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, Coragem para modificar aquelas que posso e Sabedoria para reconhecer a diferença, Só por Hoje, Funciona.

*Importante*:  para quem está com algum problema relacionado às drogas eis aqui o link para o NA - Narcóticos Anônimos, lugar que me recebeu quando mais precisei. Querida irmandade!
Só Por Hoje!

http://www.na.org.br/portal/

terça-feira, 24 de maio de 2011

Constituindo - Elisa Lucinda

Na série CONSTITUINDO, personalidades conhecidas do grande público como atores, cantores, atletas, artistas plásticos, escritores e cientistas lêem um trecho da Constituição brasileira e comentam o conteúdo a partir de um ponto de vista muito particular. Nesta perspectiva, o programa resgata partes da Constituição de 1988 por meio de uma reflexão dos avanços conquistados nas mais diversas áreas. A série é composta por vídeos curtos - com cerca de três minutos de duração - com edição e videografismo arrojados. O programa marca, juntamente com outras produções da TV Câmara, as comemorações dos 20 anos da Constituição Cidadã.


Fonte: http://www.youtube.com/user/camaradeputados

domingo, 22 de maio de 2011

A Giz

Desse poema de Sylvia Araujo  publicado no blog Abundante-mente no dia 02/04/2010 nasceu a canção de mesmo nome no dia 04/09/2011.

Sou grata a essa poeta maravilhosa pela inspiração que me deu.
Beijos azuis melódicos SylAmore!

Aqui disponibilizo o poema e a canção.

"A giz

Menina do sapato branco,
do vestido largo,
do olhar feliz.

Pequena do sorriso aberto,
do futuro incerto,
das mãos de cetim.

Menina dos cabelos fartos,
com os pés descalços,
rosa do jardim.

Pequena, teu andar sem freio
faz o meu enredo
ser escrito a giz.

(Pro vento soprar,
pro amor refazer,
pro tempo parar
e brilhar pra você.) "

Sylvia Araujo.


domingo, 15 de maio de 2011

Ensino não é fast-food. Diga não à graduação à distância em Serviço Social.

Sobre a Campanha

Já imaginou trocar suas refeições por um lanche rápido durante quatro anos? É exatamente isso que ocorre com quem escolhe o ensino de graduação à distância em Serviço Social.
A campanha Educação não é fast-food pretende mostrar essa realidade, comparando as aparentes facilidades do ensino à distância com um lanche rápido, mas pouco nutritivo. A agilidade desses cursos só pode ser garantida porque a graduação é realizada em condições precárias, como mostram os lanches usados na campanha. Com isso, professores e tutores não têm como assegurar as diretrizes curriculares do ensino, nem uma formação de qualidade.
Desde 2000, as entidades representativas dos assistentes sociais têm se reunido para debater as mudanças no ensino superior que levam à precarização da formação. É nesse sentido que o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), os Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS), a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) e a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social (ENESSO) vêm a público defender a democratização do ensino, com garantia de qualidade na formação de profissionais capacitados para intervir na realidade brasileira, defendendo direitos e executando políticas para combater as desigualdades.
Desde o ano 2000, essas entidades vêm mantendo uma posição crítica à mercantilização do ensino, que faz com que a educação não seja assegurada como um direito, mas como um produto comercializado no mercado.
Por isso, as posições assumidas não são individuais, mas resultado de um processo coletivo, fóruns de debate, documentos e manifestações, além de teses e publicações que expressam significativo acúmulo sobre o assunto. Assim, não são posicionamentos e atitudes políticas e institucionais fundadas no desconhecimento, na discriminação e no preconceito, e menos ainda são dirigidas aos estudantes e trabalhadores do Ensino à Distância. Na verdade, a campanha marca nossa discordância com a política brasileira de ensino superior e com a expansão que não garante o acesso democrático ao ensino, tampouco assegura sua qualidade.
O Conjunto CFESS-CRESS, a ABEPSS e a ENESSO acreditam que os dados apresentados pelos Conselhos Regionais (CRESS) na pesquisa que dá origem a esta campanha trazem elementos suficientes para sustentar a incompatibilidade do ensino à distância com a formação em Serviço Social. Situação que não permite outra atitude senão o posicionamento contrário a essa modalidade de graduação.





quinta-feira, 5 de maio de 2011

Presente de amigo - Antonio Canella




Baile Muderno - Chico Correia & Electronic Band

Ô Nana, vem mais eu
Dançar num baile muderno
Ô Nana, vem mais eu
A noite tá me chamando
Ô Nana, vem mais eu
Teu amor se foi no mundo
Ô Nana, vem mais eu
Não fique em casa chorando

Eu vou ligar na tomada
34 auto-falantes
Ah de se ouvir distante
A radiola encantada

Hoje ao entrar madrugada
Pode anotar no caderno
No giro do eixo interno

É minha(?) a voz de conquista
Se abro, chegue pra pista
Que isso é um baile muderno

Ô Nana, vem mais eu
dançar num baile muderno
Ô Nana, vem mais eu
a noite tá me chamando
Ô Nana, vem mais eu
teu amor se foi no mundo
Ô Nana, vem mais eu
não fique em casa chorando

No rodopio do dia
A agulha não sai do disco
Traz na sacola de disco
Não esquece o cd de dia

Hoje ao fim da tardezinha
Em meio a mudernagem
Vai rolar corpo selvagem
Domesticado na unha
Troco um trocado na cúia
Ele terá alcançado

Eu vou ligar na tomada
34 alto-falantes
Ah de se ouvir distante
A radiola encantada

Hoje ao entrar madrugada
Pode anotar no caderno
No giro do eixo interno

É minha a voz de conquista
Se abro, chegue pra pista
Que isso é um baile muderno

http://letras.terra.com.br/chico-correa-eletronic-band/1405067/

domingo, 3 de abril de 2011

Família mais do que real!

LOUCOS E SANTOS
Marcos Lara Resende

Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila,
que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças
e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois os vendo loucos e santos,
bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que
"normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.



sexta-feira, 11 de março de 2011

Até mais ver Reny!

Estava tentando descrever o que penso(sinto) do desencarne da então minha mãe e agora minha irmã na eternidade e eis que minha amiga Sylvia Araujo posta esse texto no facebook.

"...Há que se ter peito, coragem, desejo. 
Há que se entregar inteiro, tirar os pés do chão (deixar o corpo ir). 
Há que se permitir - a si mesmo, experimentar - deixar partir. 
Há que se renomear, desdizer o indizível. 
Há que sorrir. 
Sim, há! 
E há que chorar também, doer, sentir. 
Mas antes - e acima de tudo! - há que almejar ser - e ser - inteiro-ser - com toda força, o que há de ser. ..."


Sylvia Araujo






Agradeço aos meus amados amigos=família que estiveram comigo até os 45 do segundo tempo!


Agradeço a espiritualidade por tudo...


Para Reny: - até mais ver baixinha guerreira!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CASA DA VIDA

Há um momento na vida em que só a solidariedade pode ser o remédio eficaz!



COMO AJUDAR:

(21) 2292-5404 / (21)8718-6046

Não resolveremos o problema do mundo, mas podemos contribuir para salvar a vida de alguém muito perto de você!




sábado, 16 de outubro de 2010

Manifesto de artistas e intelectuais Pró-Dilma

Manifesto de artistas e intelectuais Pró-Dilma

14/10/2010

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff.

Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

 Leonardo Boff

Chico Buarque de Holanda

Oscar Niemeyer

Aderbal Freire Filho – diretor de teatro

Alcides Nogueira - dramaturgo e roteirista

Alcione – cantora

Aldir Blanc – compositor e escritor

Álvaro Caldas - jornalista

André Klotzel - cineasta

André Luiz Oliveira – cineasta

Anne Pinheiro Guimarães - cineasta

Antonio Grassi - ator

Argemiro Ferreira – jornalista

Armando Freitas Filho - poeta

Beth Carvalho - cantora

Beth Formaggini - cineasta

Carlos Augusto Brandão - crítico de cinema

Carlos Brandão

Celso Frateschi – ator e diretor

Chico Cesar – cantor e compositor

Chico Diaz – ator

Claudia Furiati - historiadora e escritora

Cláudio Baltar - diretor

Cristina Buarque de Hollanda - cantora

Daniel Sroulevich - produtor cultural

Daniel Souza - designer e empresário

Dau Bastos

Débora Duboc - atriz

Dira Paes - atriz

Domingos de Oliveira – diretor teatral, cineasta

Edgar Vasques - cartunista

Ednardo – cantor

Eduardo A. Russo - crítico de cinema

Eduardo Figueiredo - produtor teatral

Eric Nepomuceno – jornalista e escritor

Eryk Rocha - cineasta

Felipe Radicetti - compositor

Geraldo Moraes - cineasta

Geraldo Sarno – cineasta

Helena Sroulevich – produtora cultural

Helvécio Ratton - cineasta

Hermano Figueiredo - cineasta e cineclubista

Hugo Carvana – ator e cineasta

Janaina Diniz - cineasta

 Jesus Chediak – cineasta e produtor cultural

João Bosco – cantor e compositor

João Carlos Couto - dramaturgo e produtor teatral

Joel Pizzini - cineasta

Jorge Furtado - cineasta

José Joffily – cineasta

José Roberto Filippelli

Karen Acioly – diretora teatral

Leopoldo Nunes - cineasta e agente cultural

Lucélia Santos - atriz

Lucia Murat – cineasta

Lúcia Rocha - curadora do Tempo Glauber

Lucília Garcez - escritora

Lucy Barreto - produtora

Luiz Antonio de Assis Brasil - escritor

Luiz Carlos Barreto - produtor

Luiz F. Taranto - jornalista e cineasta

Luiz Fernando Lobo - diretor artístico e ator

Manfredo Caldas - cineasta

Marcelo Laffitte - cineasta

Marcos Souza – músico e jornalista

Mariana Lima - atriz

Marieta Severo - atriz

Marília Alvim - cineasta

Mario Prata - escritor e dramaturgo

Marquinhos de Oswaldo Cruz

Maurice Capovilla – cineasta

Maurício Machado - ator

Miguel Paiva – escritor e humorista

Miúcha - cantora

Monarco - compositor

Monique Gardenberg - cineasta e diretora de teatro

Murilo Salles - cineasta

Nelson Sargento - compositor

Nei Lopes – compositor e escritor

Noilton Nunes - cineasta

Orã Figueiredo – ator

Otto - cantor e compositor

Paloma Rocha - cineasta

Paula Gaitán - cineasta e artista plástica

Paulo Betti - ator

Paulo Halm – roteirista e cineasta

Pedro Cardoso - ator

Raquel Karro – atriz

Ricardo Cota - Secretário de Comunicação do Governo do RJ

Ricardo Cravo Albin – jornalista, historiador e pesquisador da MPB

Ricardo Gontijo – jornalista

Roberto Berliner - cineasta

Roberto Gervitz - cineasta

Roberval Duarte - cineasta e produtor cultural

Rodrigo Targino - cineasta

Rogério Correa - cineasta

Rosa d`Aguiar Furtado – jornalista, tradutora (viúva de Celso Furtado)

Rosemary – cantora

Rosemberg Cariry - cineasta

Rubens Rewald

Ruth Rocha – escritora

Ruy Guerra - cineasta

Sandra Werneck - cineasta

Sara Rocha - produtora de cinema

Sérgio Sá Leitão - cineasta e administrador público

Silvia Buarque de Hollanda - atriz

Silviano Santiago – escritor

Sylvia Moreira - arquiteta, cenógrafa

Tata Amaral - cineasta

Tia Surica -sambista

Toni Venturi - cineasta

Tuca Moraes – atriz e produtura

Vania Cattani - cineasta

Vicente Amorim - cineasta

Vinícius Reis - cineasta

Vladimir Carvalho – cineasta

Wagner Tiso - músico

Walter Carvalho - cineasta

Walter Lima Júnior - cineasta

Wolney Oliveira – cineasta

Ziraldo – desenhista, escritor, pintor

Frei Betto

Emir Sader

Álvaro Caldas - jornalista

Ricardo Gontijo – jornalista

Regina Zappa – jornalista e escritora

Padre Ricardo Rezende

Paulo Sergio Niemeyer

Vera Niemeyer

Tulio Mariante - designer


Fonte: Brasil de Fato 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Curso: Ana Cristina Nadruz

"Arte Islâmica - A Diversidade na Unidade"  

MIDRASH CENTRO CULTURAL .   
Início dia 21 de outubro, quinta feira.  


  
   

domingo, 10 de outubro de 2010

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

de Dulce Maia

Um grupo de artistas e intelectuais liderados por Leonardo Boff, Chico Buarque, Emir Sader, Eric Nepumuceno está articulando adesões ao manifesto abaixo de apoio político a eleição de Dilma Roussef. Se você puder aderir agradeceríamos muito: mande sua adesão para emirsader@uol.com.br ; ericnepomuceno@uol.com.br

E, se você puder, divulgue aos seus amigos do Rio para participarem do ATO POLITICO de entrega do manifesto à candidata, no Teatro CASA GRANDE, dia 18 de outubro, às 20 hs. (Rua Afranio de Mello Franco, 290- Leblon- Rio de janeiro).

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimen to econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno


Fonte: Site Vi o Mundo